Repsol obteve um lucro líquido de 1.901 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2011, um resultado 6,4% superior aos 1.786 milhões de euros alcançados no mesmo período de 2010. O resultado de exploração do grupo situou-se nos 4.102 milhões de euros, um por cento superior ao resultado obtido até Setembro de 2010.
A boa marcha dos resultados da companhia refelte a melhoria dos preços de realização de cru e gás, a recuperação sustentada do negócio químico, e os excelentes resultados da divisão de GNL.
Os preços de realização de crue de gás de Upstream de Repsol, com incrementos de 16,8% e 29,6% respetivamente, compensaram a menor produção de líquidos do período, devida a fatores conjunturais, entre os quais se destaca o conflito armado na Líbia, agora terminado. Durante o mês de Outubro foram reiniciadas as operações na Líbia, que se encontravam suspensas desde o dua 5 de Março, com uns níveis iniciais de produção esperançadores.
O resultado de exploração da área de Upstream ascendeu a 1.206 milhões de euros, o que representa um crescimento de 15,7% em relação aos nove primeiros meses de 2010.
Particularmente positivo foi o comportamento da divisão de GNL, que devido ao aumento das margens de comercialização e ao crescimento das vendas pela posta em marcha de Peru LNG, melhorou o seu resultado de exploração em 367,8%.
O resultado de exploração de Downstream foi de 1.097 milhões de euros, aproximadamente 3,2% inferior ao resultado obtido no mesmo período de 2010, devido à queda das margens internacionais de refinação e ao menor volume de cru processado. No entanto, e com um efeito positivo sobre o resultado da área, verificou-se a consolidação da recuperação do negócio de química.
Ao fecho do trimestre iniciaram-se as operações nas novas unidades da refinaria de Cartagena, estando também previsto o início dos testes na nova unidade da refinaria de Petronor em Bilbau em meados de Novembro. Estes projetos culminaram com uma poupança de perto de 200 milhões de euros em relação a investimento inicialmente previsto.
O resultado de exploração de YPF foi de 1.008 milhões de euros, face aos 1.205 milhões de euros registados nos nove primeiros meses de 2010, devido às prolongadas greves que tiveram lugar na Argentina durante o segundo trimestre do ano, já resolvidas, e ao aumento dos custos. Por outro lado, Gas Natural Fenosa registou um resultado de exploração de 712 milhões de euros, menos 4,9% do que no mesmo período do ano anterior.
Repsol mantém uma sólida posição financeira graças a uma adequada gestão e a uma disciplina sustentada. A dívida líquida do grupo, excluíndo Gas Natural Fenosa, situava-se no final de Setembro em 2.909 milhões de euros, o que representa um rácio sobre o capital empregue de 8,4%.
O resultado de exploração da área de Upstream no final de Setembro de 2011 ascendeu a 1.206 milhões de euros, o que representa um crescimento de 15,7% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Este incremento deve-se fundamentalmente aos maiores preços de realização de cru e de gás, e aos menores custos de exploração, que compensaram amplamente a menor produção originada por fatores conjunturais.
Destaque especial para o aumento de 29,6% no preço de realização do gás de Repsol durante este período, frente a uma descida de 8,7% da cotação internacional do índice de referência Henry Hub. Os preços de realização do cru da cesta de Repsol aumentaram também 16,8% em relação ao mesmo período de 2010. Estes preços de realização, líquidos de impostos, tiveram um impacto positivo de 512 milhões de euros no resultado de exploração de Upstream.
A produção de hidrocarbonetos no final de Setembro de 2011 alcançou os 301.101 barris equivalentes de petróleo diários, um volume 12,8% inferior ao registado no mesmo período de 2010, devido a fatores circunstanciais como a suspensão das operações na Líbia, a diminuição da produção devido a tarefas de manutenção em Trinidad e Tobago, e à moratória aplicada pelas autoridades dos EUA no Golfo do México. O levantamento da moratória estadunidense e o reinício da atividade na Líbia permitirão a Repsol regularizar a sua produção a médio prazo.
Os investimentos realizados durante este período nesta área ascenderam a 1.148 milhões de euros, o que se traduz num aumento de 58,1% em relação aos nove primeiros meses de 2010. O investimento no desenvolvimento de campos representou 48% deste total, e realizou-se principalmente nos EUA, Bolívia, Brasil, Trindade e Tobago, Venezuela e Peru; os investimentos em exploração realizaram-se principalmente nos EUA e no Brasil.
Já finalizado o período, a contínua campanha exploratória da companhia conheceu novos êxitos no Brasil. No passado dia 4 de Novembro, Repsol Sinopec anunciava a descoberta offshore de gás no poço Malombe, no pós-sal brasileiro da Bacia de Espírito Santo.
O resultado de exploração nos nove primeiros meses no ano no negócio de gás natural liquefeito (GNL) ascendeu a 276 milhões de euros, mais 367,8% do que os 59 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior.
Estes excelentes resultados explicam-se principalmente pelos maiores volumes de produção e de vendas depois de iniciadas as operações da unidade de produção de Pero LNG, junto as maiores margens de comercialização.
O resultado de exploração da área de Downstream (Refino, Marketing, GPL, Trading e Química) no final de Setembro de 2011 foi de 1.097 milhões de euros, 3,2% menos do que no mesmo período de 2010.
Este resultado explica-se fundamentalmente pelas baixas margens de refinação, bem como pelo menor volume de cru processado, entre outros motivos, pelos preparativos da posta em marcha da ampliação da refinaria de Cartagena. Ambos estes efeitos foram parcialmente compensados pelo menor resultado do negócio de química.
Os investimentos nesta área até Setembro de 2011 ascenderam a 1.067 milhões de euros, destinados fundamentalmente aos projetos estratégicos de ampliação e conversão do complexo de Cartagena e à Unidade Redutora de fuelóleo de Bilbau. As novas unidades da refinaria de Cartagena iniciaram os testes para a sua posta em marcha no final de Setembro de 2011, prevendo-se que os testes da Petronor em Bilbau tenham início em meados de Novembro deste ano.
Ambos os projetos permitirão uma maior eficiência do negócio, incrementando as margens e aumentando consideravelmente o volume de produção de gasóleos. A eficiente execução dos projetos de Cartagena e Bilbau permitiu reduzir o investimento aos 4.080 milhões de euros, face aos 4.304 milhões de euros inicialmente previstos.
O resultado de exploração de YPF nos nove primeiros meses do ano ascendeu a 1.008 milhões de euros, menos 16,3% do que no mesmo período de 2010, devido sobretudo às prolongadas greves que tiveram lugar na Argentina durante o segundo trimestre do exercício, já resolvidas, e ao aumento dos custos.
A produção de hidrocarbonetos foi de 489.567 barris equivalentes de petróleo diários, o que representa uma diminuição de 11,1% em relação a idêntico período do ano anterior, pelos efeitos das mencionadas greves, embora os níveis de produção se situem atualmente nos níveis prévios ao conflito.
Destaque para a contínua aproximação dos preços internos aos preços de importação em dólares, com um incremento médio ao longo do ano da ordem dos 15% nas estações de serviço.
Os investimentos realizados durante este período alcançaram os 1.218 milhões de euros, dos quais 912 milhões de euros de destinaram às áreas de Exploração e Produção.
No final deste período, Repsol YPF anunciou a maior descoberta de petróleo da sua história, num dos maiores reservatórios de hidrocarbonetos não convencionais do mundo, denominado Vaca Muerta, na província argentina de Neuquén. A companhia confirmou a existência de um volume de recursos recuperáveis de 927 milhões de barris equivalentes de petróleo de hidrocarbonetos não convencionais, dos quais 741 milhões de barris correspondem a petróleo cru de alta qualidade (40-45º API) e o resto a gás, numa superfície de 428 km2 na área de Loma La Lata Norte.
Adicionalmente iniciaram-se os trabalhos noutra área produtiva de 502 km2 da mesma formação de Vaca Muerta, com volumes de produção nos dois poços perfurados similares aos da zona previamente mencionada, com uma alta qualidade (35º API). Esta nova área abre expetativas de encontrar grandes volumes para desenvolver no futuro, uma vez concluídos os estudos correspondentes e terminados os trabalhos preliminares necessários para a quantificação dos recursos.
A jazida está localizada na província argentina de Neuquén, na formação denominada Vaca Muerta, com uma extensão total de 30.000 km2, onde Repsol YPF conta com uma área de exploração de 12.000 km2.
O resultado de exploração de Gas Natural Fenosa no final de Setembro do ano em curso ascendeu a 712 milhões de euros, menos 4,9% do que no mesmo período de 2010.
Esta diminuição do resultado deve-se principalmente ao menor resultado da comercialização de eletricidade em Espanha, e a um perímetro de consolidação menor, compensado parcialmente com um crescimento das margens de comercialização grossista de gás e com a melhoria na distribuição de eletricidade em Espanha.
Os investimentos realizados durante este período alcançaram os 716 milhões de euros, destinados principalmente às atividades de distribuição de gás e de eletricidade, tanto em Espanha como na América Latina, e a investimentos financeiros.
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